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Conheça Welmo Moura: o novo treinador do sub-20 do Artsul

Técnico chega para fazer parte do sonho do clube em se tornar potência na base


Welmo Moura, de branco, observa jogo-treino do time sub-20 do Artsul


Welmo Moura chegou no Artsul há um mês. Sonhador, como ele mesmo se descreve, ele deixou em Minas Gerais, seu estado natal, a esposa e três filhos. Desembarcou com mala e cuia em Austin e está morando atualmente no clube. Respira 24 horas Artsul Futebol Clube. Conversamos com ele e perguntamos sobre vida, carreira e como está esse início de processo de construção do time sub-20 do Tricolor da Dutra até aqui.


ARTSUL: Quem é Welmo Moura?


Welmo Moura: - É um rapaz que vem de uma família da roça. Que sempre teve muita dificuldade financeira, mas que nunca deixou as dificuldades impedir a caminhada ou interromper os sonhos. É um cara que iniciou no futebol desde muito novo, com 18 anos, já me tornei treinador. Acompanhando profissionais formados que pudessem me instruir da maneira correta. Casei cedo, tive filhos e isso dificultou o meu processo de formação profissional. Então quando eu me formei em Educação Física já foi depois dos 30 anos de idade. Sou um cara que gosta bastante de estudar e que tem a formação continuada. Que sempre vem se atualizando. Que enfrenta as dificuldades de muito peito aberto, né? Sou um cara extremamente organizado e entendo que todo o sucesso depende de uma organização. Procurei muito me capacitar e me organizar nesse sentido, com o objetivo de gerenciar muito bem a minha equipe de atletas, porque o treinador ele é um gestor. Dentro daquilo que é da nossa convicção, que é o correto, ou no futebol, e a gente tem e vem conseguindo construir isso aqui junto com a equipe técnica. Sou um profissional que pegou desde a categoria de base, lá da iniciação, no sub-8 e passou por todas as categorias como treinador até o sub-20. Não caí aqui de paraquedas, não peguei um trem andando. O Welmo Moura é um treinador que construiu a sua trajetória para estar aqui. Me sinto preparado para exercer a função que me foi confiada neste clube.


ARTSUL: Só o treinador pode explicar com exatidão o que se está passando dentro de um processo de construção de time. Muitos opinam, comentam, mas só você tem a visão exata de como está o time. Explica para gente como está o time hoje, um mês após o início dos trabalhos?


WM: Concluímos a quarta semana de trabalho, o nosso primeiro mês. Na primeira semana foi uma semana só de observação para gente entender o que era desenvolvido aqui dentro, conhecer os atletas. Os que aqui já se encontravam, após isso fizemos em três semanas a construção de um processo daquilo que o presidente quer. Daquilo que ele colocou como como objetivo no Artsul. Dentro da característica da proposta que ele nos passou é fazer o clube se recolocar como um dos principais clubes do estado do Rio de Janeiro na categoria de base. Nesse primeiro momento, tentaremos construir no sub-20 um time que propõe um jogo protagonista, de uma equipe que tenha coragem, personalidade para jogar, que jogue com intensidade. Que é bem o que o futebol brasileiro hoje tem encaminhado. Então a gente tem procurado desenvolver isso aqui dentro. Só que esse processo é um processo que requer uma paciência, porque você apresenta aos atletas, os conceitos, as ideias de jogo e depois vai construindo isso passo a passo. Agora, por exemplo, tivemos os nossos primeiros testes, nossa primeira observação nestes dois jogos-treinos. O objetivo é colocar todos do elenco para jogar no grupo A e grupo B, justamente para que a gente pudesse ter um feedback dessas três semanas de trabalho, com intuito de nortear o nosso planejamento daqui para a frente.


ARTSUL: Reparamos que hoje no jogo o primeiro time, a equipe não abriu mão do estilo de jogo. Sofreu um pouquinho, chegou a tomar o empate em 2 a 2, mas depois que controlou o jogo, o time adversário acabou cansando. Acabou matando o jogo vencendo por 3 a 2. Faz parte da estratégia também, não só a propor o jogo, mas também o sentir quando o jogo está difícil de fazer e esperar o momento certo que o adversário vai cair para buscar a vitória?


WM: A gente constrói essa dinâmica de jogo, uma ideia, uma forma de atacar e de defender. Só que o adversário, a partir do momento que você começa a ter resultados, os adversários vão te estudar e quando eles estudam, vão encontrar uma maneira de te marcar e vai encontrar uma maneira de te atacar, né? Então, dentro do nosso processo, a gente constrói muito essas variações de jogo. Só que para você conseguir construir toda esse conceito e você deixar isso de forma consistente no nos jogadores. É um processo meio longo, porque você tem que trabalhar de forma muito gradativa, porque eles são muitas informações. São muitas variações dentro do jogo e se você joga essa informação toda pra cima do atleta, ele não consegue organizar isso nas ideias dele. Então, como eu disse, são três semanas de trabalho, então a gente já começou a apresentar para eles essas várias ações.


ARTSUL: O que você imagina para o jogo até chegar a estreia do campeonato? Eu sei que a falta muito, é uma longa caminhada. Foi um primeiro teste. Mas você tem uma ideia, do que você quer para quando começar a competição?


WM: É dá para chegar porque nós temos tempo. Nós vamos ter uma pausa aí nesse Carnaval, mas logo após esse Carnaval, a gente volta. Devemos ter um torneio extraoficial que está sendo organizado. Isso será para que justamente o Artsul não fique sem espírito de competividade. Hoje a gente vê uma discrepância muito grande. Por exemplo, você pega o futebol de base de São Paulo. Os caras estão tão léguas na frente de muitos estados brasileiros, né? E justamente porque falta essa estruturação da base. Eu que vim de Minas e eu estou encontrando essa dificuldade aqui. Pô, você vir para fazer seis meses de trabalho sem qualquer tipo de competição oficial? Então assim, um calendário, ele realmente deixou a desejar nesse ano, nesse sentido, mas a gente precisa se adequar a realidade, criar esse torneio extra oficial para que os atletas possam jogar, porque o atleta só treinando, não evolui completamente. O jogo, ele formata as ideias que você treina, ele é fundamental, porque ele dá essa formatação. E aí dentro disso aí a gente tem prazo para poder continuar consolidando essas ideias, esses conceitos de jogo. A gente tem tempo para conseguir recuperar esses atletas fisicamente. Nós temos atletas aí em altíssimo potencial, mas que estavam parados, voltando de lesões. E também atletas que estão chegando. Nós tivemos três que chegaram agora recente. Vai chegar agora mais um atleta que até indicação nossa que nós conhecemos de outros clubes que passamos, se apresenta na segunda-feira. Então vamos continuar construindo um modelo de jogo fazendo isso ser algo bem característico do clube, como também a gente vai reforçar esse elenco. Porque a gente está falando de um clube-empresa, então qualquer jogador que tem qualidade, que tem potencial e que tem uma boa perspectiva de mercado, a gente quer trazer esse atleta aqui para dentro para que o Artsul realmente possa voltar a atuar na prateleira de cima, colocando grandes jogadores do futebol brasileiro.


Foto: William Davoli / Divulgação



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