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Resiliência: a batalha de Vinícius para superar dispensas e se firmar no time sub-20

Zagueiro se firma no time titular depois de três dispensas em clubes diferentes


Vinícius, o Macarrão, devido a sua estatura e físico, tem 17 anos, 1,95m, gaúcho da cidade de Sertão, lugar de 4 mil habitantes. Vem de família de descendência alemã. Lutou muito para estar como titular do sub-20 do Artsul atualmente. Sabe que ainda tem muita coisa por vir. Não esconde o orgulho de jogar e saber que pode evoluir ainda mais. O jogador contou sua história de vida, que apesar dos poucos 17 anos, passou por muitas dificuldades até conseguir se fixar no Tricolor da Dutra. Vale a pena ler a resiliência dele.


ARTSUL: Vinícius fala como foi sua trajetória até chegar no Artsul?


VINÍCIUS: Minha trajetória começou no Atlético Mineiro. Joguei lá por cinco meses. Tive uma lesão e foi dispensado. Logo depois, vim para o Botafogo fiz a avaliação não passei. Então tentei o Sport-PE, fiquei um ano depois voltei para casa. Fui dispensado por conta da pandemia em 2020. Fiquei em casa até o final de 2021, quando cheguei no Artsul. Desde o início deste ano comecei o treinamento com a equipe sub-20.


ARTSUL: Hoje você é titular do time sub 20 que disputará o Estadual. Gostaria que você contasse um pouquinho dessa resiliência. Chegou depois de ter sido dispensado dos clubes que tentou a sorte em outras ocasiões. E agora vem batalhando chegou no meu time titular sub-20?


VINÍCIUS: Essa parte de ser dispensado acho que é muito complicado para muitos. Eu não tinha uma base concreta, comecei com 12 anos a jogar no campo, então acho que foi meio tarde, conheço vários que começaram antes na base. Comecei muito atrasado, digamos assim, então quando cheguei aqui no Artsul, não cheguei tão bem. Você sabia que quase fui dispensado? Os professores que orientaram a Diretoria a me segurarem. Venho sendo acompanhado mais de perto do professor Welmo, botei muito isso na cabeça. Foco total. Meu objetivo é melhorar nos setores que eles pediram. Foi essa persistência de escutar os mais experientes, mais velhos que conseguir evoluir. Agora e estou no time titular, graças a Deus. É continuar evoluindo para esse campeonato que se aproxima. Eu tenho sonhos, chegar ao time profissional, com essa estrutura maravilhosa que Artsul possui, uma estrutura de clube gigante. De série A. E esse ano, o time profissional, eu elite.


ARTSUL: Me fala um pouquinho de você, da sua família?


VINÍCIUS: Sou do Rio Grande do Sul. O meu pai, Leandro, é pedreiro e a minha mãe, Rosemary, trabalha cuidando de idosos. Meu irmão está jogando bola, graças a Deus também. Ele entrou no clube (Vila Nova-RS) da minha cidade (Sertão-RS) no mês passado. Já alojou. Ele tem 12 anos. Minha mãe e meu pai estão acompanhando lá em uma cidade do lado. Se Deus quiser, ele vai ter sucesso.


ARTSUL: Você é de origem alemã, certo? Estamos falando de Europa. Você tem um clube da Europa que curte mais que os outros?


VINÍCIUS: Com certeza. Gosto muito do Borussia Dortmund, da Alemanha Borussia. Porque eu acho que me vejo jogando muito lá. Acompanho também comecei a acompanhar a evolução do Haaland, por mais que ele seja atacante, me inspira a jogar lá.


ARTSUL: Fala sobre o seu futebol. Você é um zagueiro que tem 1,95m de altura. Alto para o um zagueiro. Você se considera mais um zagueiro de força ou mais de técnica?


VINÍCIUS: Acho que eu sou um pouco mais clássico. Essa parte de cabeça (jogada aérea ofensiva) ainda tenho que evoluir. Estou trabalhando muito para isso. Mas eu quero ter um pouco dos dois (força e classe). Ter um balanceamento bom, poderia atacar bastante na área como defensivamente, sair jogando com mais facilidade.

ARTSUL: O que você está achando da minha estrutura? Me descreva?


VINÍCIUS: É um clube que todo mundo diz que está na série A2, na segunda visão, que nunca subiu para a primeira, mas tem uma estrutura de clube de série. Clube absurdamente acolhedor. Estrutura nota mil. É incrível! Quando cheguei aqui, me senti em casa já na primeira semana. Um clube muito bem estruturado que esse ano está vindo com mais força na Base e no Profissional e, se Deus quiser, vai subir sim esse ano e buscar novos patamares e visibilidade no cenário estadual e nacional.


Foto: Wiliam Davoli / Divulgação

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